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Essa semana foi safada… Em primeiro lugar, há o problema da seca. A região de Córdoba está experimentando uma grave seca acompanhada dos obrigatórios incêndios em volta da cidade. Além disso, as temperaturas estão elevadíssimas. No último final de semana chegaram a 42°C. Eu não gosto de calor e aparentemente minha filhinha puxou a mim, porque choramingava quando o calor era muito.
Aí vem o problema de achar um lugar definitivo para viver. Atualmente estou em um apartamento imobiliado “para gringos”. Caríssimo. Mas era o jeito enquanto nossas coisas viajam de São Paulo para cá de navio (não perguntem). De qualquer modo, não está nada fácil. Em geral, os proprietários aqui simplesmente recursam-se a alugar para um extrangeiro. Já ouvi várias explicações, todas elas basicamente encaixam-se em:
Meu <primo|irmão|amigo> alugou para um <boliviano|espanhol|francês> e ele se foi de volta para a <Bolívia|Espanha|França> sem pagar e ainda destruiu o apartamento.
O que vou dizer? Realmente é um problema. Mas então ofereci pagar adiantado todos os meses de aluguel. Mesmo assim, você vai destruir o apartamento e aí o que eu faço? O que responder a isso? Não aceitam seguro-fiança e embora mais de uma pessoa tenha se oferecido para servir de fiador, descobrimos que não é possível usar o imóvel em que se vive como garantia, pois a justiça não pode executar. No Brasil também não pode executar, mas por alguma razão aceitam como fiança.
E claro, tenho de procurar apartamento enquanto trabalho. Essa semana foi especialmente complicada, cheia de coisas para fazer e deadlines se aproximando. Ainda por cima, meio que de surpresa, a empresa catou um treinamento de dois dias para alguns de nós fazermos em uma universidade local. Pelo menos o treinamento foi surpreendentemente bom. Mas eu me estressei bastante me preocupando com isso e mais o trabalho.
Entra o pedido de residência da Lisi e da nenê. Agora a coisa fica complicada. Para fazer o visto de residência, é necessário obter um certificado de antecedentes criminais no Brasil. Este certificado deve então ser traduzido e legalizado pelo Cônsul argentino no Brasil. Tudo isso foi feito. Uma vez aqui, é necessário ir na polícia federal daqui para pedir um certificado de antecedentes criminais daqui e da Interpol. Basicamente a polícia daqui pede um certificado de antecedentes para a polícia do Brasil. Ou seja, repete-se tudo. Isso também foi feito já há tempos, mas só ficou pronto essa semana.
Há um pequeno problema. Para a Imigração aqui, esses certificados perdem a validade se você sair do país antes de receber o visto. Por razões profissionais, a Lisi precisa estar no Brasil dia 17 de forma que agora queremos correr para não ter de fazer tudo de novo. Não é trabalho, já que basicamente tudo o que eu citei sobre legalização, Cônsul, etc, é feito por uma empresa que lida com as relocações de funcionários da Intel. O problema é que leva tempo e se a Lisi sair antes de ter o visto, temos de começar tudo de novo. E quanto mais tempo demorar para o visto sair, mais tempo vai demorar para ter documento argentino, pre-requisito para coisas básicas como conta corrente e cartão de crédito. Pois bem.
Agora minha mulher tinha de dar uma procuração para que os advogados aqui dessem continuidade ao processo para ela e para a Milena. Para isso, tivemos de ir em uma escribanía, que basicamente é algo que faz as vezes de um cartório no Brasil. Só que não é realmente como um cartório. Os escrivões funcionam como profissionais liberais, com seus “consultórios”. Fomos lá com a procuração para reconhecer firma (aqui na verdade é “assinar na presença de escrivão público”) e o cara não aceitou fazer o reconhecimento daquele papel pois reconhecimento de firma custava AR$ 60, enquanto que fazer uma procuração custava AR$ 290 e o fato de termos impresso a procuração era como se estivéssemos roubando o trabalho dele. Sim, é sério. Eu estava com pressa para voltar para o trabalho porque tinha uma reunião e ainda tinha de fazer algumas coisas antes dela. Decidi que 300 pesos valiam menos que a incomodação de atravessar a cidade em busca de outro escrivão até achar um que aceitasse e mandei fazer a procuração lá mesmo.
“O que tem que fazer?” perguntei. “Eu simplesmente transcrevo este texto em um papel oficial” foi a resposta.
Saimos para comer alguma coisa e voltar depois. Ficamos 40 minutos fora. Quando voltamos, ouvi uma mulher ditando o conteúdo da carta para o cara que, por sua vez, datilografava o texto. Atenção para o verbo! Datilografava. Eu nem sequer sabia que ainda existiam máquinas de escrever. E o cara era lento. Esperamos mais uns 20 minutos e eu decidi que não podia esperar mais. A Lisi ficou lá com a nenê e eu corri de volta para a empresa. A Lisi depois me contou que ficou mais 50 minutos esperando até assinar um papel com o mesmo texto que tínhamos impresso (enviado pelos advogados) e pagar AR$ 300 por isso.
Hoje pela manhã uma corretora me informou que um proprietário aceitou-me como inquilino. Fui visitar o apartamento e gostei bastante. Voltei e quis fechar o negócio. Aí então fui informado que o proprietário quer que eu faça um depósito de garantia, a ser devolvido no final do contrato, de AR$ 50.000, o que é um absurdo completo, mas que a esse ponto tive de considerar seriamente.
Thank God it’s Friday!
Enviado via email do Posterous
Há anos que eu digo que Richard ‘Fedorzinho’ Stallman é um cara chato. Obviamente hoje em dia isso não é uma grande novidade e acho que a maioria pensa assim. A exceção são alguns nerds presos no passado.
O engraçado foi que acabo de ouvir uma entrevista de Randall Munroe, autor de xkcd. Uma pergunta foi sobre qual teria sido o quadrinho sobre o qual ele mais recebeu reclamações. A resposta diz muito sobre muita gente.
Ele escreveu um quadrinho chamado “Open Source” em que incluia o fedorento favorito de todos. No quadrinho eles falavam em “open source”. Poucos minutos depois da publicação, ele começou a receber centenas de emails reclamando que o termo “open source” era errado e tal. Ele saiu e arrumou o quadrinho trocando “open source” por “free software”. O título ainda foi mantido como “open source”.

Eis que ele ainda recebeu um email depois reclamando do título. O email exigia que o autor colocasse um adendo ao quadrinho explicando que “open source” não era um termo correto e tal. Além disso, também pediu que Munroe parasse de escrever sobre “Linux” e passasse a escrever “GNU/Linux”.
Nas palavras de Randall Munroe: surreal.
Uma das coisas que o Google Wave promete é poder ser utilizado em qualquer lugar. Aquilo que hoje conhecemos como Google Wave, localizado em wave.google.com é apenas uma interface experimental para algo maior: o protocolo.
De qualquer modo, resolvi tentar incluir um wave em uma página minha.
Para começar, é necessário incluir a API Javascript para inclusão de um wave. Isto é facilmente feito incluindo um arquivo javascript:
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| <script src="http://wave-api.appspot.com/public/embed.js"
type="text/javascript"></script> |
Logo depois, apenas para facilitar o processo mais tarde, criamos uma função (add_wave) cujo objetivo é simplesmente pegar um wave qualquer e adicioná-lo à página de acordo com algumas opções.
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| <script type="text/javascript">
function add_wave(containerId,options){
var wavePanel = new WavePanel(options.server);
wavePanel.loadWave(options.id);
wavePanel.setUIConfig(options.bgcolor,
options.color,
options.font,
options.font_size+"pt");
wavePanel.init(document.getElementById(containerId));
}
</script> |
Com isso, podemos agora efeticamente incluir o wave na página. Para isso, criamos um <div> onde o javascript irá colocar o wave e chamamos add_wave.
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| <div id="waveframe-1" ></div>
<script type="text/javascript">
add_wave("waveframe-1",
{
bgcolor:"white",
color:"black",
font:"",
font_size:"1em",
width:"1000px",
height:"600px",
server:"https://wave.google.com/wave/",
id: "googlewave.com!w+0kbEjjv-A"
});
</script> |
E voilà. Você precisa de uma conta no Wave para poder ver isso. Se tiver, veja esta página onde incluí um wave público. Pode-se fazer tudo na página que você faria no site do Google Wave. Se você atualizar esta página, pode-se ver o resultado dentro do Wave também.
The 10 Biggest Misconceptions We Learn In School
I do some teaching, and my kids are constantly turning in essays with tragically inaccurate examples, like “When Thomas Edison invented the light bulb…” or “Even Einstein got bad grades in school…” which society has for some reason decided to convince them are true. Actually, my kids are turning in examples more like “When Edison invented the atomic bomb…” or “When Ben Franklin signed the Magna Carta…” but that’s mostly just a function of my kids being morons.
Anyway, yes, I said inaccurate, because those two statements – and many more like them – are classic instances of egregious common misconceptions. I’ll admit: before I started looking into it, I thought these were true, too. So in an effort to straighten things out – and also get to make fun of history – here comes the truth about 10 of the most widely believed misconceptions out there.
1. Einstein got bad grades in school
Um… have you heard about this guy Einstein? Famous physicist? Relativity and all that? A genius, even? I’m pretty sure little Albert could handle his business in 4th grade arithmetic. Yes, contrary to popular belief, Einstein was a top student in elementary school, getting mostly “4″s (on the German grading scale of 1-4), which idiot Americans later assumed, backwardly, were “D”s. The idea stuck because everybody loves the idea that their poor student can go on to great things. Sorry, parents, Einstein was teaching himself calculus at age 12. Your little lip-twiddling retard will be working at Hardee’s.
2. Mice like cheese
Why would mice like cheese? Processed cow milk is not exactly available to them in their natural habitat, is it? No, mice MUCH prefer peanut butter, breakfast cereals, and other things similar to the grains and seeds they’ve gotten used to over millions of years of evolution. In fact, some mice are even lactose intolerant and will die if they eat cheese. F you, Tom and Jerry.
3. Napoleon was short
Nope. Napoloean was 5′7″, average height for a Frenchmen of the time. I don’t think he was particularly angry either, though we seem to have no trouble citing him as both the paragon and origin of the “short man’s syndrome” so common at New Jersey nightclubs. The confusion came from the difference between the British inch and the French ‘pouce’, which was longer, and made Brits think Napolean was only around 5′3″, a misconception which British propaganda was happy to propagate.
4. Thomas Edison Invented the Light Bulb
Edison was a smart mother f*er, but he didn’t invent the light bulb – somebody else had already done that by the time he started fiddling with the idea. Edison did, however, invent the first light bulb that actually worked well, at the same time as another guy, Joseph Swan. Edison got to be famous for it though, because he beat Swan in ro-sham-bo, and then bitch-slapped him.
5. Lemmings Throw Themselves Over Cliffs
What, are lemmings retarded? Yes, mass suicide sounds like a wonderful evolutionary trait to have built into your species to ensure its survival. Lemmings do no such thing, except occasionally when they’re drunk at bachelor parties. This great misconception was perpetrated by none other than Disney, who, in all their evil, decided their early nature film “White Wilderness” would be much more awesome if it showed a bunch of rodents flinging themselves off cliffs. They were correct, of course, but that doesn’t make this “phenomenon” any less B.S.
6. Water Flushes Differently in Different Hemispheres
Toilet water doesn’t flush a specific direction depending on what hemisphere you’re in. Water flushes the same way, unless you’re in the middle of certain huge hurricanes, or if you crank it really hard with a dingy oar like we used to with our toilet water back in Minnesota.
7. Humans Evolved From Apes
Neither Charles Darwin nor any reputable evolutionist ever said that humans evolved from chimpanzees or gorillas or any other ape alive today (and certainly not those angry monkeys with those blue asses. They simply claim that monkeys and humans both evolved from a common ancestor that died out millions of years ago. You know, some sort of primitive monkey-caveman creature that had some smart babies that eventually became human, and some dumb-ass babies that eventually became apes.
8. Vikings Had Horns
This one hurts me ’specially. Actually, the title should read “Vikings Wore Helmets With Horns,” unless you think Vikings’ skulls actually had horns protruding from them, which I wish to sweet Odin was the case. But in any event, no, even Viking headwear didn’t sport horns – not a single Viking helmet has ever been found with anything jutting out of it. Besides awesomeness, of course.
9. Columbus believed the Earth was flat
People have suspected that the Earth might be round since as early as Eratosthenes in 240 B.C. – it was mostly just a bunch of dogmatic nut-jobs who continued to insist that the Earth was a birdbath you could fall off of if you sailed too close to the edge. So by the time Columbus rolled around in 1492, pretty much everybody knew they were dealing with a sphere, Chris included. He did get a little confused about the size of the sphere, though, which is why he thought the Caribbean was India, leading to the whole dot vs. feather issue today.
10. Different parts of the tongue detect different tastes.
What, your elementary school health class lied to you? Turns out, taste buds on all parts of your tongue can detect all different tastes, though there are slightly increased sensitivities in different areas for some people. Want proof? Try dipping the dip of your tongue into some coffee grounds and see if you can taste the bitter. As my great uncle Ralph, who lost half his tongue in ‘Nam, used to say, “Hrm rmrng rmhrm mrhng!”, which translates to “I don’t need the front half of my tongue to taste your aunt Gladys’s sweet ass!”
There are others such as you can’t split an atom…
Enviado via web do Posterous
Hoje eu resolvi ir a pé até um shopping. Não fica muito perto de casa, mas eu não tinha muita coisa melhor para fazer. No caminho, encontrei uma escultura que me chamou a atenção.

O que me chamou a atenção na obra, claro, foi que imediatamente lembrei de uma imagem antológica da Campanha do Pacífico.

A obra de Córdoba é uma homenagem do governo aos soldados argentinos mortos na guerra das Malvinas, o que parece uma baita hipocrisia quando você lê sobre a história dessa guerra.
Enviado via email do Posterous
Enviado via web do Posterous
Esta é para meus amigos do #d00dz, o mais vencedor dos grupos de perdedores.
Enviado via email do Posterous
A mesma foto com três efeitos distintos do CameraBag, um programinha simples mas interessante que achei.
Enviado via email do Posterous
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